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quarta-feira, 13 de julho de 2011

O dia em que lembramos do rock

Conversando com o meu amigo sobre o dia do rock (que é hoje, dia 13 de julho) percebi que o rock nacional já não tem a mesma qualidade de tempos atrás. O que eu ouço se restringe ao que tocava nos anos 90 e 2000. É quase nostálgico ouvir, por exemplo, Tora-Tora do Raimundos, me faz pensar “quando será que uma banda de rock vai voltar a freqüentar o topo do cenário nacional?”.


No meu tempo de escola tocava muito Capital Inicial, Charlie Brown Jr., CPM 22, Pitty, Raimundos, mas eu conhecia o Planet Hemp, Mamonas Assassinas, Titãs, Paralamas, Engenheiros do Hawaii, há mais tempo atrás ainda tinha o Legião, Ultraje a Rigor, indo mais antigamente tinha o Raul Seixas, Marcelo Nova, Os Mutantes.

Hoje nada do que toca por aí é o que eu aprendi a gostar como rock. Uma banda que tenta mudar seu estilo pra criar uma identidade diferente é esquecida, o NxZero (me perdoem os que discordam, mas é fato que eles estão tentando) tá aí pra mostrar isso. O cenário musical brasileiro é muito cheio de produtos, não tem mais espaço pra nada que seja autêntico. Enquanto antigas bandas internacionais são cultuadas e tratadas como ícones nos seus países e pelo mundo afora, aqui no Brasil só nos lembramos do rockeiro quando ele morre.

Fica pra mim a impressão de que hoje nós não celebramos o rock, mas saudamos aquilo que um dia foi o marco de uma geração, onde o rock era protesto em forma de música, com a liberdade de tratar sobre o que quiser nas letras, era o som que quebrava tabus, então, um brinde ao que um dia foi o rock nacional! Saúde!